- A FOLIA –

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“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”.

Ao longo da história algumas frases marcaram e ainda marcam a efervescência  momesca em nosso país. No momento em que as cabeças se encontram literalmente voltadas para a alegria contagiante do carnaval observamos que as movimentações políticas já começam a fazer parte do dia a dia num ritual ainda pouco alegórico, mas que às vezes.

“Balança o chão da praça”.

Aqui em nossa terrinha, não temos a festa propriamente dita, no entanto já estamos assistindo ao lançamento de confetes e serpentinas de determinados políticos na busca de engrossar as fileiras de seu bloco, num cortejo normal e  compassado de fazer inveja a qualquer pierrô e colombina.

“Bandeira Branca amor”.

É a batida mais ouvida no momento. Ah!Quem dera que ela fosse até as eleições e não tivéssemos o desprazer de voltarmos a ver momentos de se jogar talco ardiloso nos olhos do outro, ainda assim achando que está animando à festa.

Oxalá quando o povo sair às ruas para livremente pular no bloco da pipoca democrática, possa ouvir da boca de cada um alegremente exercendo a sua cidadania, a certeza de um só canto.

“Esse ano não vai ser igual aquele que passou”.

Que quando sair seja sempre guiado pelos verdadeiros Reis Momos onde a fantasia deverá ceder espaço para um desfile real e que cada folião ou cada eleitor possa olhar um para o outro sem ter medo de careta, expurgando assim todos aqueles que se intitulam falsos reis e donos da verdade, já que esses costumam sempre dar voltas no salão com o pensamento alegórico no ritmo de uma famosa marchinha.

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”.

Imaginando que o cansaço, o marasmo, a ressaca do povo sempre se perpetuarão por várias e várias quartas feiras de cinzas.

O carnaval já não é mais como nos tempos de outrora, do mesmo modo que a política. Há muito que as máscaras já não são mais usadas. O tempo da loló e do lança perfume já se foi e já não se pode mais se deixar entorpecer pelo êxtase das fantasias, basta ter consciência e não importa em qual bloco você vai estar.Pule em paz,estou falando de carnaval,mas se for na política também pule em paz,pois.

“A praça é do povo como o céu é do avião”

Pois é. Rompa o cordão de isolamento, evite as drogas, lícitas ou ilícitas, brinque no meio da pipoca sem essencialmente precisar ser pipoqueiro e como medida preventiva, analise bem com quem poderá ficar, já que tanto na capitá, como no nosso interior, a batida que mais se ouve é:

“Ai, ai se eu te pego.”

Salve!Salve! Nêgo Fiinho,Joazino da Coréia,Seu Belo,Véio Barrão,Arquildo Novaes e outros.

Que retorne em paz a folia.

Balili.

2 Comentarios para “- A FOLIA –”

  1. 2
    Laênio Alves Comentou:

    PARABENS GRANDE BALILA, SEMPRE ENRIQUECENDO O SITE COM SUAS CRIATIVAS COLUNAS!

  2. 1
    Acácio Figuerêdo Comentou:

    É Balili acho que ainda estamos no tempo em que os nossos políticos só cantam e pulam uma marchinha: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”, nas tetas volumosas da famosa “Viúva”, enquanto eles pulam (políticos) o povo é que sempre dança !!

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