Foco na leitura e na escrita

SALA CONCORRIDA Maria Dilza (à esquerda) e Carla apostam em ações para aproximar os alunos dos livros (Foto:Jader Jacques)
Segundo Jader Jacques o convite veio por intermédio do renomado fotógrafo Rui Rezende, que o indicou para realizar as fotos. “A editora gostou muito do meu desempenho e com a realização desta cobertura me rendeu um contrato de freelancer”, informou Jader Jacques.
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No diagnóstico realizado em novembro, 74 dos 78 alunos dos três primeiros anos da EM Coronel Odilon Alves Peixoto de Athayde, localizada em Utinga, a 437 quilômetros de Salvador, estavam alfabéticos. Os outros quatro, a um passo de atingir esse nível. O sucesso em ter todos alfabetizados aos 8 anos é fruto de um acompanhamento sistemático do desempenho das turmas e de reuniões semanais de planejamento que permitem trabalhar atividades ajustadas às necessidades de cada criança.
Os estudantes que precisam de apoio extra são chamados a participar de aulas de reforço no contraturno, três vezes por semana, reunidos segundo as dificuldades que apresentam. Em reuniões quinzenais, o professor desse grupo – destacado do quadro da escola – conversa com o titular para saber quais conteúdos devem ser intensificados. “A direção participa dos encontros para saber as providências que precisam ser tomadas a fim de garantir o espaço e o material necessários”, explica Carla Ribeiro do Nascimento, coordenadora pedagógica do 1º ao 5º ano. A diretora, Maria Dilza Santos Reis Silva, afirma que essa articulação da equipe é um dos fatores responsáveis pelo aprendizado: “As atividades são decididas nos encontros pedagógicos e são revisadas rapidamente quando os objetivos não estão sendo atingidos”.
Fazer com que os alunos se envolvam em diferentes situações de leitura a fim de se tornarem leitores competentes faz parte da proposta pedagógica de toda a escola, que atende do 1° ao 9° ano do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. O acervo de livros não é grande, mas a sala de leitura é concorrida graças às várias propostas. Uma delas é o projeto de leitura simultânea, em que os docentes do 1º ao 5º ano leem, no mesmo dia e horário, um trecho de um livro para a turma. Os alunos escolhem a história que querem ouvir lendo as resenhas expostas em cartazes nos corredores. A ideia é instigá-los a pegar o livro emprestado para ler o resto do texto em casa.
A Odilon conta também com uma professora especializada em alfabetização. Sirleide Dias trabalha lá há seis anos. Geralmente dá aulas para o 1º ano, quando não é chamada a assumir turmas que têm alunos com mais dificuldade na leitura e escrita.
Há três anos, a escola aumentou de quatro para seis o número de avaliações anuais das séries iniciais do Ensino Fundamental. Isso ajuda a detectar os problemas assim que eles aparecem – e resolvê-los. Quem já sabe ler e escrever também tem atenção especial: “Eles recebem atividades extras de compreensão de texto para ganhar autonomia como leitores”, explica Marlene Bodnachuk, supervisora da rede.
janeiro 24th, 2012 at 19:30
Parabéns as educadoras da Escola EM Coronel Odilon Alves Peixoto de Athayde. Uma iniciativa dessa, muito nos honra e nos enche de alegria.