O povoamento da cidade de Morro do Chapéu

O POVOAMENTO DA CIDADE DE MORRO DO CHAPÉU

A sede do município de Morro do Chapéu nasceu de uma fazenda de criação de gado, que como já foi dito, pertenceu primeiramente a Antonio Guedes de Brito, ficando por herança a Manoel de Saldanha, filho primogênito do VI Conde da Ponte.

O povoamento da cidade teve início na fazenda “Morro Velho”, distante da cidade dois quilômetros, então pertencente a Gonçalo Francisco de Oliveira, residente na Bahia; aí foi edificado o primeiro cemitério do novo povoado para inumação dos cadáveres, nem só deste, como também dos lugares circunvizinhos.

Foi ainda no “Morro Velho” que se efetuou a primeira missão católica, promovida por frei Clemente Adorno no ano de 1794 e daí surgiu a idéia de se construir uma igreja. Um terreno onde se situa o centro atual da cidade de Morro do Chapéu foi doado e seus habitantes colocaram mãos à obra concluindo a construção da igreja em 1834.

Diz-se que a denominação de “Morro do Chapéu” originou-se dum alto monte a seis quilômetros da cidade e a 1.328 metros de altitude sobre o nível do mar. Segundo a lenda, no topo deste monte existia uma grande pedra sobre as outras, que, vista de longe se assemelhava a um chapéu. Com o correr do tempo a referida pedra rolou pelo monte abaixo. Contudo outros historiadores afirmam que essa denominação era muito comum no tempo em que os indígenas dominavam o Brasil, grafando-se “morro do chá pé” o que significava “morro de mira” o que quer dizer que do alto do morro podia se ver tudo ao redor o que era muito importante para se precaver da aproximação dos inimigos.

Morro do Chapéu teve a primitiva denominação de “Gameleira”, nome de uma fazenda localizada no lado direito do rio Jacuipe. Por lei provincial n. 67, de 1o de junho de 1838, foi elevado o povoado à categoria de freguesia (distrito de paz) sendo instalada pelo seu primeiro vigário o padre Francisco Gomes de Araújo.

A construção da igreja e a criação da freguesia de Nossa Senhora da Graça de Morro do Chapéu.

A pequena capela começou a ser construída em 1800 com permissão do Arcebispo D. Frei Antonio Correia, e terminada em 1834. O sino da igreja foi instalado em 1837.

Pela Lei Provincial n. 67 de 1o de junho de 1838, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Morro do Chapéu, desmembrada da Freguesia de Santo Antonio da Jacobina e canonizada pelo Arcebispo D. Romualdo Antonio de Seixas. Seu primeiro vigário colado foi o padre Francisco Gomes de Araújo.

Os limites da Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Morro do Chapéu, eram os seguintes:

Limitar-se-á com a Freguesia de Santo Antonio da Jacobina no Alto da Boa Vista, extremando com as Freguesias de Urubu, Rio de Contas e Xique-Xique; e descendo pelo Rio Jacuipe até confinar com a de Santo Antonio de Jacobina na fazenda Mundo Novo.

O padre Francisco Gomes de Araújo foi o responsável pela compra e doação das terras da cidade (sede) de Morro do Chapéu e exerceu sua missão até 1856 quando assumiu o padre Joaquim Ignácio de Vasconcelos, que dirigiu a igreja até 1907.

Naquela época “freguesia” era o nome que se dava a um distrito.

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Dados do Autor

Lauro Adolfo

Lauro Adolfo da Silva Dourado. Natural de Irecê e aos 4 anos de idade foi morar em São Paulo. Lá estudou até o 2º grau. Foi metalúrgico exercendo a função de torneiro mecânico, ½ oficial ferramenteiro e chefe de seção. Pertenci a Polícia Militar do Estado de São Paulo, pedindo baixa por não tolerar o regime ao qual era submetido. Trabalhei nos Correios, Incra, Serpro, jornal O Estado de São Paulo e novamente na metalúrgica. Depois a peregrinar entre a Bahia, Brasília e São Paulo até que decidiu fixar em Ibititá onde exerceu a função de professor no Colégio de 2º grau. Depois foi residir em Irecê onde exerceu as funções de jornalista e radialista na rádio Regional de Irecê. Trabalhou no Interba, depois se tornou empresário da gráfica instalada em Morro do Chapéu.

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